É o que mostra o estudo publicado no periódico científico Marine Pollution Bulletin (ELSEVIER).
Acesse o estudo completo em inglês aqui
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Comentários em itálico
Desempenho do P-Life e Microplásticos
- O P-Life acelerou a quebra física inicial (fragmentação abiótica) das poliolefinas.
- Porém, o P-Life não aumentou a biodegradação marinha desses plásticos.
- Os filmes plásticos com P-Life tiveram um grau de biodegradação próximo a 0%.
- Isso ocorreu mesmo nos testes feitos após a pré-exposição à radiação UV.
- A fragmentação acelerada pelo P-Life gera partículas menores no mar.
- Sem a biodegradação real, o P-Life pode agravar a poluição por microplásticos nos oceanos.
Formulação e Comportamento Químico
- O P-Life é composto quimicamente por palmitato e estearato de manganês. Esta informação é importante para contrapor narrativas comerciais de que se trata apenas de um derivado natural de óleo de coco ou ácidos graxos.
- Ele atua como um pró-oxidante que acelera o desgaste do plástico por meio de um processo químico de auto oxidação.
- Ocorre uma lixiviação severa do P-Life na água: o aditivo se solta da superfície do plástico exposto ao mar.
- Essa perda do aditivo para o oceano reduz drasticamente a sua eficiência catalítica na água do mar.
Escopo de Teste (Sem PET ou PS)
- O estudo testou o aditivo apenas em plásticos do tipo poliolefinas: HDPE, LDPE, LLDPE e PP.
- O estudo não utilizou plásticos do tipo PET nem Poliestireno (PS). Informação altamente relevante, dado que no Brasil existe a narrativa comercial de que o aditivo funcionaria para gerar biodegradação nesses outros polímeros.