O plástico compostável no Brasil é como uma carta enviada para um endereço que não existe, por um correio que não tem caminho para entregar.
Entenda a lógica:
A carta é a embalagem: Ela foi feita com boa intenção, mas precisa de condições especiais para sumir da natureza.
O correio sem caminho é a coleta de lixo: O caminhão comum que passa na sua porta mistura tudo. Não existe uma rota exclusiva para esse material.
O endereço que não existe é a usina: O plástico compostável exige usinas industriais de compostagem para biodegradar, virando dióxido de carbono, água e biomassa. Não vira adubo. Quase nenhuma cidade brasileira tem isso.
Usinas de compostagem, quando raramente existem, não querem plásticos em suas instalações.
O perigo real que ninguém conta:
Não pode ser reciclado: Se você jogar na lixeira de recicláveis, ele contamina o lote todo e estraga a reciclagem do plástico comum (PCR).
Vira microplástico tóxico: Sem a usina certa, ele se despedaça no meio ambiente. O resultado é a geração de microplásticos que poluem a água e a terra.
Contém veneno invisível: Para piorar, muitos desses plásticos “ecológicos” usam aditivos químicos como BPA e ftalatos para ficarem maleáveis. Eles contaminam o ecossistema com substâncias que causam distúrbios hormonais.
No final, todos pagam mais caro achando que está salvando o planeta, mas ela termina gerando a mesma poluição invisível no lixão, aterros e na natureza.
E você, sabe para onde vai o plástico compostável que você descarta?
Spoiler: a sua cidade provavelmente não tem a menor estrutura para dar o destino certo para ele.